BATERAM NO MEU CARRO. E AGORA?

Para não ficar no prejuízo com o valor da Franquia e a perda de Bônus caso outro veículo colida no seu automóvel, atente para:

Mesmo você sendo um bom condutor e dirija com todo o cuidado, respeitando atentamente a sinalização, não está livre de um presente de “Grego” com uma batida no trânsito, resultado da imprudência ou da desatenção de outros motoristas. Nesses casos, sem a mínima intenção, você acaba incluído na categoria de terceiros, designação dada aos envolvidos de maneira involuntária nessas ocorrências.

No momento da ocorrência, mesmo que o causador assuma a culpa e se responsabilize pelos prejuízos você pode ter muitos aborrecimentos.

 

Então observe as providências que devem ser seguidas:

- Solicite o registro do Boletim de Ocorrência (este é o documento oficial no caso de acidentes de trânsito para que você possa defender os seus direitos;

- Solicite do causador do acidente que exiba os seguintes documentos:

 -RG – CPF- anote os números;

- Endereço com CEP e telefone

- No. Da Carteira de Habilitação

- anote se possível as características da pessoa do causador do acidente;

- Tire uma foto do veículo causador no local da ocorrência com visibilidade do número da placa. Use o seu celular

- O causador do acidente vai lhe informar se possui seguro. Em caso positivo, solicite que naquele momento ele ligue para a seguradora dele, ainda no local, para fazer o aviso de sinistro.

- Peça ainda ao causador do acidente que se informe junto a sua seguradora se possui garantia para “Carro Reserva” para terceiros.

Siga essas orientações mesmo quando o TERCEIRO não possuir seguro.

- “A maioria das seguradoras vão lhe direcionar para as denominadas ‘ OFICINAS CREDENCIADAS” a fim de promover a vistoria e autorizar os serviços de reparação. Se o seu veículo é zero tenha cuidado de consultar a sua concessionária para o quesito garantia da carroceria, para então definir se aceita ou não a reparação dos danos na oficina credenciada.

FIQUE ATENTO!

-O reparo do veículo dependerá da programação da oficina e da disponibilidade de peças e de outros materiais no mercado. Dependendo da marca e do modelo, especialmente os importados, a espera por componentes pode se arrastar por meses.

A partir daí, os canais de atendimento ou de reclamações para o consumidor que se sentir lesado pelo atraso na devolução do carro ou pela qualidade do reparo variam de acordo com a justificativa alegada pela seguradora.

Caso o motivo esteja na própria seguradora, oficialmente os terceiros só podem efetuar sua queixa por meio dos SACs (Serviço de Atendimento ao Cliente) das seguradoras, em um primeiro momento. Se a falha não for resolvida, o interessado poderá se dirigir à ouvidoria de cada companhia de seguros.

Se a oficina não respeitar o prazo previsto ou a qualidade do serviço não for satisfatória, a reclamação também deverá ser encaminhada à seguradora, se foi ela quem determinou o local para o reparo, ou ao responsável pelo estabelecimento, caso tenha sido uma escolha do terceiro.

Entretanto, um meio bastante eficiente utilizado pelos consumidores para que tenham suas queixas atendidas é a de publicá-las na internet, seja pelas redes sociais como Twitter, Facebook e Orkut, ou em sites específicos para reclamações. De olho na ampla e imediata exposição negativa que essas ações possam causar, as empresas têm criado ferramentas e departamentos específicos para efetuar este tipo de atendimento, inclusive as seguradoras.

Paralelamente, deve-se registrar a reclamação em órgãos de defesa do consumidor como o PROCON (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) ou o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), os quais fornecerão orientações para a solução do problema.

Em casos extremos, quando esses recursos não forem suficientes ou o causador do acidente se recusar a arcar com os prejuízos, a vítima poderá recorrer a uma ação judicial, por meio do Juizado Especial Cível de sua cidade (o antigo Juizado de Pequenas Causas). A reclamação pode ser apresentada de forma oral ou escrita e não é necessária a presença de advogado quando o valor do prejuízo for de até 20 salários mínimos – ou R$ 12.440, atualmente.

EM CASO DE TER DÚVIDAS FALE COM A SOCYAL SEGUROS